A União Desportiva Recreativa Sambrasense encontra-se de luto pelo falecimento de Alfredo Manuel dos Santos Chita, carinhosamente conhecido como “Chita”, ocorrido no passado dia 30 de março. Em sua homenagem, foi içada a bandeira do clube a meia haste, num gesto simbólico de respeito e reconhecimento por quem tanto honrou as suas cores.

Nascido a 27 de novembro de 1961, Chita teve, segundo recorda o amigo Vítor Dias (Manuel Macário), uma infância feliz, marcada por valores de disciplina e dedicação, muito influenciado pelo pai, militar de carreira. Seguindo-lhe os passos, viria também a ingressar na vida militar, traçando um percurso de compromisso e responsabilidade.
O seu percurso desportivo começou cedo. Foi atleta juvenil da União Sambrasense e júnior do São Luís, em Faro, antes de encontrar no atletismo a sua grande paixão. “O Alfredo correu sempre com a camisola do União. Ganhou muitas provas em São Brás, no Algarve e no Alentejo. Tinha vários troféus em casa”, recorda Vítor Dias, sublinhando o orgulho com que o amigo falava das suas conquistas.
Foi nas estradas e trilhos que Chita construiu a sua identidade desportiva, destacando-se pela persistência, humildade e amor à competição. Em Olhão, onde residia, guardava com carinho os troféus de uma vida dedicada ao atletismo — uma paixão que nunca abandonou e sobre a qual desejava, um dia, partilhar mais histórias. Chegou a manter contacto com a redação do jornal para uma reportagem sobre o seu percurso, mas a doença acabou por impedir a concretização desse momento tão aguardado.
Também César Correia recorda a família e o contexto em que Chita cresceu: “Conheci melhor o pai, João José de Sousa Chita, militar e jogador do Unidos nos anos 60, mais tarde árbitro nacional. Do Alfredo, lembro-me de o ver ainda jovem, a correr pelas ruas com simplicidade, mas com determinação. Acho que terá sido aí que começou o seu caminho no atletismo.”
Para além do atleta, fica a memória de um homem simples, dedicado e profundamente ligado às suas raízes. Pai de Ana Lúcia Chita, deixa um legado de esforço, humildade e paixão pelo desporto.
A União Sambrasense e toda a comunidade despedem-se agora de um dos seus, recordando-o com respeito e saudade. A sua história ficará para sempre ligada ao clube e à memória coletiva de quem com ele partilhou momentos dentro e fora das pistas.

Isa Vicente
Chefe de Redação ” Jornal O Sambrasense”
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